Sonhos

O gosto de mel com canela sobre o corpo,
O instinto selvagem solto no lençol,
Lábios molhados a percorrer lugares imaginários,
Suor recompensador da luxuria vivida.
O aroma da aurora derramada nas flores,
O calor do sol sobre a pele ao despertar
E a certeza do sonho com o amanhecer!
Escrito por Shumyara às 23h27
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Coisas tipicas de uma segunda-feira
Segunda-feira, seis horas da manhã. O despertador tocou. Mas a cama tinha um sussurro irresistível. Só mais alguns minutinhos.
Sete horas e dez minutos o alarme do carro do seu vizinho disparar, os olhos resistem e abrem aos poucos, olha o relógio e um grito assustado escapa. Tinha uma reunião marcada às nove horas do outro lado da cidade.
Sete horas e vinte minutos, entra no banho, a água do chuveiro cai norma sobre o seu corpo, fazendo seus pensamentos irem se organizando, de repente um estalado e água esfria, a resistência não agüentou, o cabelo ainda ensaboado, sem pensar volta para debaixo da água, dessa vez dando gritinhos e sentido na pele a repulsa dos gatos pela água.
Oito horas, em alguma avenida da cidade, transito lento, liga o radio na CBN local e fica sabendo que um caminhão tombou logo a frente. Liga para a secretária e pede para informar o cliente que chegara um pouco atrasada.
Nove horas e vinte minutos, entra esbaforida na sala de reuniões a tempo de ouvir um comentário: Mulheres no volante, perigo constante. Em resposta diz: Sinto decepciona-lo, mas era um homem no volante, junto um sorriso apaziguador.
Meio dia, depois de horas em negociação consegue fechar o contrato, em sua mesa trinta e cinco recados, olha sua caixa de emails e vê trezentas e vinte e três novas mensagens. Pede a secretaria um lanche e avisa que nas próximas horas estará incomunicável.
Meio dia e alguns minutos, toca o telefone, seu filho avisando que não terá aula no período da tarde e ela terá que ir busca-lo.
Treze horas volta, de volta a sua mesa, nota que a quantidade de recados aumentou assim como as mensagens não lidas.
Quatorze horas respira aliviada ao ver que a quantidade de recados em sua frente acabou e sua caixa postal respira aliviada. Finalmente poderá se dedicar aos seus projetos.
Quinze horas o ramal interno toca, voz do chefe, reunião urgente, algo relacionado aos seus projetos, duvidas quanto ao budget de sua área e duvidas e duvidas e mais duvidas.
Dezenove horas, finalmente consegue sair da sala de reuniões, muita discussão e nada resolvido, resta agora o aconchego do seu lar.
Quase vinte horas, a abrir a porta da sala, percebe que um vendaval passou por lá, marido fechado no escritório e os filhos quase se matando do lado de fora, respira fundo e tenta por ordem na bagunça, depois se dedica à sessão conta tudo, confere lição, brinca um pouco.
Pouco mais de vinte e uma horas, negocia a sessão escova dente, troca roupa e leia só mais uma história. Dirige-se ao seu quarto, nada melhor do que poder relaxar, resolve tomar um banho e quando a primeira gota cai sobre seu corpo, lembra da doce resistência. Outro banho de gato.
Vinte e duas horas, rescosta-se na cama para ler o relatório gerencial para o dia seguinte.
Vinte e três horas e alguns minutos, ressonava tranqüilamente quando o marido lhe chama, hora das obrigações conjugais! Nem por decreto lei.
A semana está apenas começando.
Reta final no Reino de Lothian!
Hoje tem post da Rainha Leth e amanhã as delícias de Rhanira estarão no ar, não percam! http://reinodelothian.weblogger.terra.com.br/
Beijus a todos
Escrito por Shumyara às 00h10
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Filhas da Deusa
O dia amanheceu claro e fresco. Ao abrir a janela à brisa da manhã percorreu todos os cantos, como que a abençoar os aposentos. Os pássaros faziam festa nos galhos das árvores como a festejar o dia iluminado.
A moradora da casa era uma bruxinha do bem e seguidora das leis da natureza, apreciava cada forma de manifestação da Deusa, gostava de sentir as forças do bem vindo com o ar para saudar mais um dia. Tinha orgulho de ter construído um espaço onde imperava a harmonia e o amor, um ambiente tranqüilo que era sentido por todas as pessoas que visitavam o seu lar doce lar.
Uma reunião fora marcada para o final do dia e o ambiente precisava ser preparado, para que as leis da natureza agissem livremente. O pilão no canto da sala simbolizando a harmonia do lar fora limpo com todo o cuidado, as velas aromáticas dispostas pela estante, os cristais forma energizados no sol, as almofadas estavam espalhadas sobre o tapete de barbante branco e o chão recebeu uma limpeza com água e álcool para deixar o ambiente com uma sensação de completo frescor.
À noite, na hora marcada, outras duas bruxinhas adentraram aquele lar. Uma suave música tocava no aparelho de som, o incenso de mirra espalhava no ar o seu perfume leve e o elemento principal, as boas intenções dentro daqueles três corações, fizeram-se presentes.
O ritual seguiu seu curso naturalmente, perguntas feitas e respostas reveladas de forma mágica e clara, o alívio da angustia reprimida através de pequenas lágrimas, sorriso de graça a cada orientação recebida.
Durante o ritual a visita inesperada da Fada, em forma de Libélula, vindo de longe para participar daquele circulo de amizades.
E a chuva mansa caiu lá fora como a levar, junto da correnteza, as dores e angustias. Deixando no coração daquelas jovens a renovação de seus sonhos e desejos, o riso farto da intimidade compartilhada e o elo de amizade fortalecido, a paz chegou para abrandar as incertezas e a dores das decisões deixando a certeza clara de que Deus estava no leme de suas vidas, guiando-as, mesmo que por caminho tortuosos para o alcance do equilíbrio interno e da felicidade almejada.
Escrito por Shumyara às 16h55
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O que é perfeito?
É você reunir os amigos à noite, numa sexta-feira quente de outono, para um chopp e bate-papo até cansar?
Ou é você não ter hora para acordar no dia seguinte, curtir seu cantinho com direito a cochilo no meio da tarde e sair a noite para saborear pizzas maravilhosas com direito a bolo de brigadeiro, na comemoração de aniversário do seu primo?
Perfeito seria você ser acordado as oito da manhã do domingo, para ajudar a organizar uma festa de aniversário da filho da sua prima e ver o brilho nos olhos das crianças, com a decoração da festa?
Ou seria você ouvir que você está emagrecendo, mesmo quando você não está fazendo dieta?
Perfeito seria você, não ter que levantar cedo na segunda-feira para ir trabalhar?
Ou seria você poder fazer caminhadas durante a semana, enquanto seus amigos estão trabalhando?
Perfeito seria você ter um emprego fantástico, onde você definiria o local e seus horários de trabalho?
Ou seria você poder fazer viver a vida, na profissão dos seus sonhos e não o que aprendeu a gostar?
Perfeito seria você, ter uma pessoa carinhosa e companheira ao seu lado todos os dias e poder dormir abraçadinho, sem precisar das palavras?
Ou seria você chegar em casa e saber que depois de um dia longo, você está feliz por ter vencido na vida?
Perfeito seria você ver seus sonhos invadirem o mundo real?
Ou seria ver o mundo real, invadir seus sonhos e mesmo assim se considerar uma pessoa privilegiada?
Perfeito seria, viver todos os momentos de maneira sublime, acreditar que o mundo um dia será mais humano, que o legislativo do seu país está trabalhando em favor da massa, que a sinceridade ainda vigora nos corações humanos.
Ou seria tudo isso junto? Ou nada disso?
Talvez o perfeito seria não ter que ser perfeito, pois tudo que é perfeito perde a graça e como seres humanos necessitamos de momentos perfeitos, para nos lembrar que existe perfeição além da perfeição!
Escrito por Shumyara às 23h46
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Coração Aprendiz
Mantinha a inocência da infância, acreditava no príncipe encantado e rezava todas as noites, para um dia encontrar aquele que iria fazer seu coração bater descompassadamente.
Agora ao olhar nos olhos daquele homem, sabia que os anjos tinham ouvido as suas preces e pela primeira vez na vida se entregava de corpo e alma.
Ele era o seu primeiro homem, não sabia ao certo como agir, mas seu coração gritava dizendo que todos nasciam sabendo.
Deixou ser levada pelas emoções, suas mãos tinham vida própria e nunca foram tão ágeis. O momento foi mágico e continuou assim por um longo tempo, até que um dia veio a surpresa, no meio de uma conversa ele disse que ela era controlada, não o procurava e não o desejava com loucura.
Aquelas palavras caíram como bomba em campo minado, demorou alguns dias para digerir as palavras, não entendia porque ele não tinha falado isso antes, imaginou o que ele pensava quando estavam juntos: ela acreditava que estavam se amando e agora tinha a sensação de ser um objeto para transa mecânica.
Pensou em todas as possibilidades e resolveu soltar o seu instinto animal, explorou todos os sentidos, procurou nos momentos mais inusitados, chamou para o motel numa noite qualquer, brincou com lenços e roupas, aproveitou os dias quentes para saborear os sorvetes, usou e abusou.
Viu o desejo arder nos olhos dele, sentiu o corpo dele queimar ao seu toque inesperado, a respiração era entrecortada pelos gemidos, o sangue pulsava forte fazendo as veias dilatarem, finalmente tinha deixado sua marca no corpo dele.
E quando achou que viveria eternamente ao seu sonho encantado, ele pediu a separação, o motivo alegado era a intensidade dos sentimentos, ele não estava pronto, não queria nada serio. Queria que ela fosse feliz ao lado de alguém que merece-se seus carinhos e seu amor.
Quando a porta se fechou ela sentiu seu mundo desabar, mudou não por obrigação e sim por amor, um amor puro e inocente, desprendido dos falsos moralismos. Foi tão difícil para ela abrir mão de alguns preconceitos e enfrentar o inesperado.
Seu coração aprendiz lutou contra a razão, apresentou argumentos variados, pediu uma chance de mostrar seus conhecimentos e ganhou a chance. Agora ele estava ali, caído ao lado dela, olhando para o espaço vazio no armário.
A razão entrou devagarzinho e ficou por alguns momentos parada, sem pronunciar palavra. Quando o silencio começou a pesar, a razão abraçou os dois e disse com toda a sua sabedoria: Um dia vocês aprendem, no momento descansem, eu cuidarei do percurso!
PS: Tem guerra declarada no reino de Lothian, o mal está mostrando sua força.
Precisamos de comentários, do povo de bom coração, para que o bem vença essa batalha.
Passem lá para conferir: http://reinodelothian.weblogger.terra.com.br/
Escrito por Shumyara às 23h36
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Paciência
Ois....tudo bem por ai? Desculpem pela ausência, dei uma desligada do cafofo, mas estou de volta, firme e forte! E melhor de tudo feliz da vida!
Da onde vem tanta felicidade? Acho que do “alem” ou do espaço, sei lá, só sei dizer que estou sentido essas energias, estou sentido o sangue pulsando forte nas veias.
Dizem que vivemos em busca de algo, cada um tem sua necessidade, seus sonhos e desejos. Para alcança isso precisamos muitas vezes lidar com a tal PACIÊNCIA!
Palavrinha simples, mas cheia de essência, cheia de situações e complicações. Eu pessoalmente tenho uma dificuldade danada de lidar com essa danada.
Cresci num lar onde a independência era palavra de ordem, aprendi a viver e arcar com minhas escolhas, lutei pela liberdade que muitas pessoas almejam e garanto que a sensação de conquista é maravilhosa, porém essas conquistas pedem, ou melhor, exigem que você tenha a tal da paciência.
Paciência para encontrar o emprego decente, para alcança a promoção almejada, para conquista o ser amado, paciência para falar o que está entalado na garganta sem machuca o outro, para comprar aquele carro lindo ou a casa.
E nessas horas de paciência necessária, sinto que estou vivendo como os caranguejos, um passo para frente e dois para trás, sinto que estou de pés e mãos atados, acordo no meio da noite sentindo que estou num poço de areia movediça e nessas horas sempre aparece um ser “bendito” dizem a frase mágica: “Você precisa ter paciência, com o tempo tudo se resolve!”.
Juro que nessas horas tenho vontade de esganar, mas controlo (as vezes não) e tento respirar fundo e acreditar que “um dia (em breve, muito em breve)” a tal paciência sairá da minha frente e eu poderei alcançar o meu objeto de desejo!
E você, como vê a tal Paciência?
Beijus a todos e uma ótima semana!
Escrito por Shumyara às 22h28
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Queria
Não, ouviu errado! Não poderia ser! Perguntou novamente ao porteiro.
Sim, era ele mesmo, mas porque? O som da campainha despertou sua consciência.
Vendo-o parado ali na soleira da porta, foi uma visão maravilhosa. Seu coração descompassado perdeu o rumo, sua vontade era de abraçar e sentir mais uma vez aqueles braços sobre o seu corpo.
Sentiu o perfume daquela pele, mas queria sentir a temperatura daquele corpo que lhe aqueceu tantas vezes. O calor dos lábios.
Ganhou apenas um beijo no rosto, formal como pedia a ocasião.
Fez força para agir com a formalidade necessária, mas seu coração não queria ouvir. Ele queria sentir, queria quebrar as regras, queria tocar, queria ser tocada com aquelas mãos que conhecia tão bem.
A voz era a mesma, o brilho no olhar trazia a mesma doçura de outrora, o riso tinha a mesma magia de sempre. Gestos que tinham o dom de acalmar seu coração.
Olhando para aquele homem em sua frente era muito doloroso, era penoso, ao mesmo tempo em que era um balsamo em suas feridas; em sua mente as lembranças de momentos vividos vinham com a mesma intensidade que o ar.
Queria, mas não era possível, ele não era mais o seu companheiro, no coração dele habitava outra pessoa.
Queria que o seu coração também tivesse seguido esse caminho, mas a cada dia que se passava, ela sentia que jamais encontraria alguém capaz de destrancar seu coração, de fazer o seu corpo queimar como fogo, de fazer sua cabeça concordar com os pedidos mais loucos.
Queria amar, nascerá para isso e amou, amou inteiramente aquele homem, amou seus defeitos e suas qualidades, amou e amaria para sempre.
Queria esquecer, mas no fundo não conseguia, tudo aquilo era maior do que sua vontade, mais forte que suas forças, maior do que o seu desejo de esquecer.
Restava olha-lo como um amigo ou um simples conhecido.
Restava desejar que ele fosse feliz, mesmo que ao lado de outra.
Restava em sua mente e em seu coração, o filme do tempo vivido e a certeza de que ele seria o amor de sua vida.
Escrito por Shumyara às 15h32
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Perguntas que não querem calar
Ois...tudo bem por ai? Sexta feira chegou, final de semana batendo na porta e pedindo para entrar. Tem coisa melhor? Com certeza!
Esses dias estive pensando, vivemos num mundo moderno (pelo menos é o que dizem por ai), cheio de novidades tecnológicas, descobertas fantásticas no mundo da medicina, porém, todavia, entretanto...temos uma série de perguntas sem respostas (pelo menos eu tenho.
Sou curiosa e isso não é novidade para ninguém.
Por isso, resolvi colocar aqui algumas perguntas que sempre tive curiosidade. E você tem curiosidade sobre alguma coisa? Se tiver uma opinião sobre as possiveis respostas as minhas perguntas ou alguma pergunta sem resposta, eu gostaria de saber.
Tudo bem? (adoro quando todos concordam...rs). Vamos lá:
- Deus nos criou ou evoluimos?
- Por que quando começamos a namorar, aparece um monte de pretendentes?
- Por que quando discamos o numero errado, este nunca dá ocupado?
- Por que apertamos o botão do controle remoto mais forte, sabendo que a pilha esta fraca?
- Por que o do "vizinho" é sempre melhor?
- Você avisa seu parceiro quando vai gozar?
Bom, acho que já fiz perguntas demais...rs
Bom final de semana a todos!
Beijus
Escrito por Shumyara às 12h47
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