BRASIL, Sudeste, CAMPINAS, Mulher, de 26 a 35 anos, Animais, Gastronomia, Família, amigos e tudo de bom da vida!


01/04/2006 a 30/04/2006
01/03/2006 a 31/03/2006
01/02/2006 a 28/02/2006
01/01/2006 a 31/01/2006
01/12/2005 a 31/12/2005
01/11/2005 a 30/11/2005
01/10/2005 a 31/10/2005
01/09/2005 a 30/09/2005
01/08/2005 a 31/08/2005
01/07/2005 a 31/07/2005
01/06/2005 a 30/06/2005
01/05/2005 a 31/05/2005
01/04/2005 a 30/04/2005
01/03/2005 a 31/03/2005
01/02/2005 a 28/02/2005
01/01/2005 a 31/01/2005
01/12/2004 a 31/12/2004
01/11/2004 a 30/11/2004
01/10/2004 a 31/10/2004
01/09/2004 a 30/09/2004
01/08/2004 a 31/08/2004
01/07/2004 a 31/07/2004
01/06/2004 a 30/06/2004
01/05/2004 a 31/05/2004
01/04/2004 a 30/04/2004
01/03/2004 a 31/03/2004


 *Fotoblog da Shumyara
 *Buzz - Shumyara
 *Reino de Lothian
 
 Aberta ao Mundo
 A arvore dos desejos
 Batuque na Cozinha
 Between us
 Borboletinha Azul
 Cafageste quase arrependido
 Cama, Mesa e Banho
 Chega Mais
 Coisas de Tio
 Confusa
 Contrasenso
 Conversa de Amigos
 Conversa de Mulheres
 Crônicas da Mônica
 Dia de Folga
 EspaçoKá
 Hormônios Femininos
 Letras e Crystais
 Loba
 Macho solteiro também sofre
 Mente Perturbada
 Mulher de 30 e poucos
 O que a BruXa está ...
 Os Potchokos
 Partes de Mim
 Pérolas
 Plataforma da Estação
 Pós-adolescente
 Quatro bilhões de neurônios
 Rosa dos Ventos
 Sol da Manhã
 Só Real
 Surtos
 Teti Pons
 Tunel do Tempo
 Vilna Angra
 Flog Cadu
 Flog da Plis
 *Chez Vanessa, mon cher*
 A criatura e A moça
 Mansão Schutz
 Raven
 Tancredo - Fotoblog
 Uma coisa de cada vez
 Você Chegou
 Zero Balla






Não me perguntem pra que serve isso!
TEMPLATE:
.:: JP ::. Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com
Na sala com Shumyara


Ele

Num mistério completo, como podia?

Surgiu no meio do nada, quando ela menos esperava. Alto, corpo másculo, ninguém podia dizer o contrário, era belíssimo como a noite sem lua, era feito do mais puro negro iluminado! Como um Deus Grego seguia seguro de si, sabia ser notado e desejado por todos.

Lentamenta cedeu espaço para que ele alinhasse o passo e sorriu como criança travessa ao te-lo do seu lado, a magia durou poucos segundos, segundos depois ele cruzou a reta e sumiu nas paralelas da estrada, deixando-a sonhadora de momentos inacreditáveis, até para a mente mais alucinada, segundos necessários para que ela fosse ao céu e lá permanece o resto do dia perdida entre nuvens e anjos, sonhando com as linhas perfeitas dele!

Pensou que nunca mais cruzaria o caminho dele, mas o destino quis o contrário. Semanas seguiram sem notícias do muso da noite, quando os sonhos pareciam ir embora, ele surgiu. Era manhã chuvosa e ele deslizava como pétala solta ao vento, vagarosamente cedeu passagem e se fez presente, manteve o olhar firme, mostrando seu desejo de mulher. Seguiram por dois quilometros na mais perfeita simetria, até que novamente ele cruzou a sua frente, entrando pela marginal, mas antes de sumir dentro da nuvem de terra, olhou para ela, como a dizer:

- Quem sabe um dia, eu serei seu!

Se depender dela, em breve ele seria seu, um dia ele - o Sr. Hillux - estaria lá em casa, descansando dentro da sua garagem ou levando-a pelas ruas de uma cidade qualquer.



 Escrito por Shumyara às 21h20
[ ] [ ::envie esta mensagem:: ]



Delírios

Nada de apetrechos exóticos, pedras e cristais, incensos e velas aromaticas, a quimica deles é forte o bastante para climatizar qualquer ambiente.

Uma comida bem tem seu valor reconhecido, momentaneamente! A casa organizada e limpinha traz a sensação de uma vida tranquila e leve, mas não serve de peso para firmar raizes.

A conversa inteligente, o ombro amigo, os cutucões devidos e indevidos, os puxões de pé para voltar a realidade, sempre bem reconhecidos, algumas vezes até elogiados e nada além disso.

O jeito de bebê-adulto, anjo-demonio, lua-sol, ying-yang, instiga a imaginação, apura os sentidos e arremata o presente e neblina o amanhã.

A fuga (inevitável) ocorre sempre que a vida em comum chega ao ápice, o medo de se entregar ao verdadeiro paraliza todos os músculo e congela o cérebro. A certeza de que um é a medida exata do outro, permance sendo questionada, intensamente.

A necessidade de aconchego nos braços do outro, muitas vezes é mais forte que o "nunca mais" ou a bifurcação da estrada.

Meses passam e a luta entre o certo e o errado permanece, o desejo e a insegurança seguem como parceiros dos corações cheios de sonhos perdidos nas trilhas da vida. O Branco e vermelho misturados no fundo negro-azulado colorem a tela do passado, deixando lapsos para um futuro de mistério.

Numa hipnose progressiva eles segue lado a lado, um entendendo ao outro pela magia do olhar, sem saber até quando serão companheiros de jornada!



 Escrito por Shumyara às 21h43
[ ] [ ::envie esta mensagem:: ]



Conversa fiada

Já ouvi muitas pessoas dizerem que o povo aqui da terrinha, parece ter o rei na barriga, não tiro a razão deles, realmente existem pessoas assim, mas não é a maioria! O povo dessa cidade tem o velho e bom hábito das cidades tipicas do interior, adoram uma conversa fiada, seja na fila do ônibus, do banco, no supermercado, enfim o povo não consegue ficar mais de cinco minutos com o corpo parado para a boca destravar.

Dias atrás eu estava no supermercado na frente da geladeira de congelados, uma senhora aproximou e puxou conversa:

- Nossa hoje só faz comida em casa quem quer.

- Ou quem não tem dinheiro para pagar - respondi sorrindo. Ponto esse foi o pontapé inicial, a velhinha destravou a matraca e contou uma longa história, da época em que as mulheres viviam para o lar, faziam porque achavam que era esse o trabalho de uma mulher que estimava a família. Depois dessa não resisti:

- Realmente, as coisas mudaram, hoje em dia cuido da casa e faço comida, quando e como quero! Não sei até que ponto isso é bom!!! - (A velhinha olhou para mim e sorriu de um jeito que me fez sentir inveja da época dela....rs).

Andei mais alguns metros e dou de topa com um senhor tentando ler o rótulo das embalegens, parecia tão confuso, olhou para mim:

- Você poderia me ajudar? Minha esposa pediu para comprar um sabonete diferente, mas eu não sei o que levar, ela pediu para que eu escolhessem, mas tem com extrato de erva, com hidratante, paa bronzear a pele, com fragância não sei do que....estou zonzo.

- Eu gosto desse daqui, tem um perfume suave, não resseca a pele e nã muito caro. Acho que sua esposa irá gostar! - O senhor sorriu, agradecendo pela ajuda e contanto detalhes de seus relacionamento com a esposa.

Logo a frente no corredor de frutas, encontro uma mulher aparentando ser mais nova do que eu, com três filhos a tiracolo, enquanto ela escolhia as frutas e legumes, escutava a ladainha dos filhos:

- Mãe, não compra tanta verdura!

- Compro sim, verdura faz bem!

- Mas não é gostoso. Posso levar essa bolacha?

- Não, já peguei bolacha suficiente. Pegue dois mamões, não muito maduros.

- Mamão é ruim. Posso levar esse chocolate?

- Pegue o mamão! - Olhou para mim e não pude conter um riso, ela soltou: - Seus filhos fazem assim?

- Não tenho filhos, tava lembrando de quando eu era criança, fazia assim com meus pais.

- Tinha sorte?

- Não! - e caimos na gargalhada.

- Eles são maravilhosos, mas é preciso ter um container de paciência... - A conversa correu solta, enquanto escolhiamos os legumes da banca!

Voltei para casa feliz, no meio desse mundo agitado, ainda encontramos tempo para conversas fiadas.



 Escrito por Shumyara às 12h18
[ ] [ ::envie esta mensagem:: ]



Saudades....e mais saudades!!!

Não sei dizer se sou uma velha ou estou velha, só sei que ando numa saudadeira (existe essa palavra??)sem fim!

Saudade de chamego de avó e de mãe no final do dia. De não ter que esquentar a cuca com nada além de: Qual será a próxima brincadeira?

Saudade dos amigos que morma longe e não posso ver com a frequencia que o meu coração deseja. De rir a tôa ao lado deles em noites que pareciam nunca ter fim. De falar besteiras, que hoje em dia considero verdadeiros tesouros da cultura-intelectual-emotiva-racional da minha doce vida!

Saudade de pessoas que passaram pela minha vida ao longo desses anos e deixaram lições, exemplos, mostraram caminhos e possibilidades, divulgaram sonhos e compartilharam histórias.

Saudade dos amores de infância que traziam ao coração doces sabores, de uma inocência que não existe mais. De paqueras despretenciosas nos finais de tarde sentada na calçada. De brincadeiras com decimas-quintas intenções.

Saudade dos tempos que passaram e deixaram na memória lembranças de momentos inesquecíveis que trazem um caminhão de sabores, que iluminam os passos da estrada infinita do dia a dia.

Saudade de brigas com os irmão que duravam longos segundos; saudade de viver sem pressa, sem medo, sem a racionalidade dura das obrigações e deveres; Saudade dos que não fazem parte dessa nossa existencia; Saudade das noites longas de papos furados perdidos na cama.

Saudade da menina que sonhava sem medo de ser feliz e que hoje busca a felicidade com medo de nunca alcançar o milésimo perdido na infancia querida.



 Escrito por Shumyara às 20h59
[ ] [ ::envie esta mensagem:: ]



[ ::ver mensagens anteriores:: ]